Ela olha atentamente por não mais que dois minutos, logo desiste e se anima por algo que vê ao sul.
Sorri sem usar os lábios, senta, fala sem usar a voz, indaga sem usar os olhos.
Segura sem usar as mãos, levanta e caminha sem usar os pés e abraça sem usar os braços.
Pensa costumeiramente sem usar a razão, ouve sem usar os sentidos, chora sem usar o coração;
tudo que fez com sua alma, preferiu quando estava completa.
Quando usar já não era necessário, o pensar já a preenchia.
E olha a estrada, ama a musica que se perde por ela
Olha o caminho da trilha, e a paisagem resume-se a um sorriso
O despertar da ansiedade, a sede da auto-suficiencia
O sonho inesquecivel, e a tão desejada liberdade.
Ela é majestosa, as vezes simples, indigesta pra uns, magnifica a outros.
Gosta quando entende, e já sacou que não entenderá tudo sempre, e um de seus defeitos em relação a isso é "Desistir, logo que não conseguir".
A filosofia é simples, autônoma, independente de exteriores; e nunca falha!
Inicia-se pelo desejo de ser pra sempre, pelo caminhar animado da manhã,
suas mediações moram quando aquece o coração, no equilíbrio que há entre a dor e o gozo;
e dá-se então, arritmia cardíaca, a boca seca, o riso leve cansado;
Seu fim é o sol do verão, a lua cheia de Outubro,
a intensidade da alegria de viver,
o sangue quente, o prazer demente,
A vida como deve ser, é simples;
Ela sonha,
Ele faz acontecer,
Ela faz valer a pena.
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